A Mulher da Quarta-Feira – O Livro

A MULHER DA QUARTA-FEIRA — Suely é uma mulher sensual e envolvente que, nas noites de quarta-feira, sai às ruas para conquistar e mutilar seus amantes. Mas por que ela faz isso? E por que nas quartas-feiras? Que mistério está por trás da vida dessa mulher? Uma história carregada de erotismo, crime e mistérios sobrenaturais.

A seguir você pode conferir alguns trechos deste romance policial.

TRECHO 1 de A Mulher da Quarta-Feira

A MULHER DA QUARTA-FEIRA

“Por uma semana Suzana sequer conseguiu sair de casa. No princípio entrou em profunda depressão. Mas, aos poucos, o ódio que alimentava contra Anita foi-lhe restaurando as forças. Aliás, foi-lhe dando um sentido para continuar a viver. Seu objetivo de vida agora era se vingar de Anita. E ela tinha um jeito para fazer isso.

Suzana disse a Ricardo, seu marido, que precisava de um tempo sozinha para digerir toda a situação. Sob essa desculpa, viajou para outra cidade. Foi direto de Coronel Fabriciano, Minas Gerais, para um lugarejo bem pequeno chamado Passa Nuvem (sabe-se lá Deus onde isso fica), ao encontro de dona Genivalda, uma mulher sinistra, conhecedora das forças do mal. Depois de ouvir atentamente toda a história de Suzana, dona Genivalda olhou para o tempo e disse:”

TRECHO 2 de A Mulher da Quarta-Feira

A Mulher da Quarta-Feira

“Já era bem tarde da noite, todos já tinham se recolhido. Depois de alisar sem sucesso, por várias vezes, o corpo do maridão, a esposa virou-se para o lado e dormiu. Ele, sem se conter de tanto tesão por aquela ninfeta amiga da filha, levantou-se e foi até à cozinha tomar um copo de água gelada para ver se conseguia esfriar todo aquele calor que percorria seus poros.

Quando acendeu a luz da cozinha, quase desmaiou. Aquela ninfeta safada estava sentada no balcão ao lado da pia, toda peladinha, balançando as pernas como se fosse uma garotinha.

Pensei que você não viesse mais…”

TRECHO 3 de A Mulher da Quarta-Feira

A Mulher da Quarta-Feira

“Como a cachoeira fica dentro de uma reserva ambiental, não raro podem ser vistos diversos animais nativos, alguns inofensivos, outros nem tanto. Toda mata oferece suas armadilhas e riscos. Por ali, eram normais as muitas histórias de pessoas devoradas por onça ou outros animais igualmente ferozes. Mas não era esse o perigo que rondava Gabriela.

Enquanto todos dançavam e cantavam afastados do carro, eis que uma peçonhenta serpente se aproximou e, sem que ninguém a visse, entrou pela porta dianteira esquerda do veículo, abrigou-se debaixo do banco do motorista e ali ficou.”

TRECHO 4 de A Mulher da Quarta-Feira

A Mulher da Quarta-Feira

“… parou em sua frente uma mulher com um semblante sofrido, cabelos e pele malcuidados. Ela pegou na sua mão e disse:

Deus mandou dizer para você vigiar e orar, porque o diabo está rugindo como leão querendo te devorar.

– Que isso agora? Deus? Diabo? Eu devo ter um ímã para atrair pessoas como você. – Fez uma cara de desdém, deu de ombros e seguiu em sua caminhada.

A mulher correu atrás e insistiu para que Ana aceitasse um panfleto que trazia os dizeres bíblicos:

“Sejam sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5:8)

Ana pegou o papel na nítida intenção de jogá-lo na primeira lixeira que encontrasse, mas sem saber por qual motivo, acabou levando-o para casa e deixando-o junto de seus guardados pessoais.

Mas quem era aquela mulher? Que autoridade tinha para trazer uma mensagem tão pesada para Ana?”

TRECHO 5 de A Mulher da Quarta-Feira

“Aproximou-se do cara, jogou o charme que ele captou de imediato, mas por força da profissão, procurou não corresponder. Por alguma razão, isso deu a ela ainda mais tesão.

Agora, além de gostoso, o cara se tornara um desafio. Uma questão de honra. Ela entrou na toalete, retocou a maquiagem, olhou-se bem no espelho, rodando de um lado pro outro, chegou até à proximidade da porta e quando o garçom, de novo, voltava das mesas rumo ao balcão, ela foi em sua direção.”

TRECHO 6 de A Mulher da Quarta-Feira

“Déborah, que também compartilhava o mesmo gosto, a mesma paixão de seu pai por automóveis clássicos, mal podia acreditar que tinha ganhado um presente deste quilate. Tudo isso vindo junto com sua formatura na faculdade… era demais, emoção demais, alegria demais, felicidade demais. E ela não escondia isso. Ao contrário, fazia questão de demonstrar o quão feliz estava. Saía exibindo seu carrão, compartilhava nas redes sociais. Demonstrava, por onde passava, toda sua paixão e carinho por aquela preciosidade. O pai se orgulhava e dizia a todos que aquilo não chegava nem perto do que a filha merecia.

Mas não é muito sábio ficar expondo tanto assim a própria felicidade. Um pensador certa vez disse:

“a felicidade silenciosa dura mais”.

A vizinha de frente, dona Martha, já não suportava mais nem olhar para Déborah, tamanha a inveja que amargava em seu coração.”

TRECHO 7 de A Mulher da Quarta-Feira

“Numa certa manhã bateram na porta de dona Silmara. Quando abiu e se deparou com aquela mulher de aspecto estranho, um olhar de maldade, um semblante asqueroso, ela sentiu um arrepio. Sentiu uma coisa esquisita. Uma sensação de que alguma notícia ruim estava para chegar. Um presságio.

– O Fábio está? – Perguntou a estranha com um tom de voz forçando intimidade.

– Não mora nenhum Fábio aqui não, senhora.

Dona Silmara fechou a porta, deixando suas costas caírem contra a mesma. Levou as duas mãos ao peito, respirou fundo e sentiu medo de que algo ruim estivesse para acontecer.”

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Muito obrigado e um forte abraço,

Toni Vaz