Umberto Eco e sua importância para o romance policial

Umberto Eco e sua importância para o romance policial

Umberto Eco – O Nome da Rosa, lançado em 1980 é um clássico de nosso tempo. O aclamado livro se tornou filme, estrelado por Sean Connery, o eterno James Bond, o agente 007, e arrebatou milhões de pessoas mundo afora.

Mas… O Nome da Rosa pode ser caracterizado como um romance policial? Não só pode como deve. Essa dúvida surge porque nunca ninguém havia visto ainda uma história policial típica vivenciada na Idade Média.

Umberto Eco conseguiu escrever uma trama pra lá de inteligente, cheia de suspense, mistério e investigações, em um cenário digamos atípico para este gênero literário.

Umberto Eco enxergava mais longe

Mas Umberto Eco sempre quebrou paradigmas. Seus estudos sobre a influência de certos métodos na comunicação de massa, como histórias em quadrinho e cartazes publicitários, causaram alguma polêmica e fizeram muitos torcerem o nariz no início.

Entretanto, este intelectual italiano, nascido em Alexandria no dia 5 de janeiro de 1932, sabia exatamente o que estava fazendo.

Umberto Eco notabilizou-se pelos seus estudos acerca da cultura de massa, em especial os ensaios contidos no livro Apocalípticos e Integrados (1964), em que ele defende uma nova orientação nos estudos dos fenômenos da cultura de massa, criticando a postura preconceituosa daqueles que acreditam que a cultura de massa é a ruína dos “altos valores” artísticos.

Ele tinha uma visão livre de dogmas previamente estabelecidos. Uma maravilhosa característica que foi, ao longo do tempo, se manifestando como sua marca registrada e, ao mesmo tempo, ajudando a abrir a cabeça de milhares de pessoas pelos quatro cantos do mundo.

Umberto Eco e sua gigantesca influência intelectual

Umberto Eco

Umberto Eco foi um dos mais influentes intelectuais de nosso tempo, tendo ensinado nas mais renomadas escolas do mundo, dentre as quais as prestigiadas universidades americanas de Yale, Colúmbia e Havard. Além do Collège de France e Universidade de Toronto, no Canadá.

Umberto Eco foi notório escritor de romances, entre os quais O Nome da Rosa e O Pêndulo de Foucault. Junto com o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, lançou em 2010 “N’Espérez pas vous Débarrasser des Livres” (“Não Espere se Livrar dos Livros”, publicado em Portugal com o título “A Obsessão do Fogo” e no Brasil como “Não contem com o fim do livro”).

Com tanta bagagem intelectual Umberto Eco elevou o nível do romance policial com seu clássico O Nome da Rosa. Inovou no contexto da história e conquistou milhões de fãs mundo afora.

Abaixo você pode conferir alguns livros deste gênio que nos deixou no dia 19 de fevereiro de 1916 na cidade de Milão, em sua belíssima Itália.

Romances – Algumas obras de Umberto Eco

  1. O Nome da Rosa (Il nome della rosa, 1980) (Prêmio Médicis, livro estrangeiro na França);
  2. adaptação cinematográfica de Jean-Jacques Annaud, com Sean Connery e Christian Slater nos papéis principais;
  3. O Pêndulo de Foucault (livro) (Il pendolo di Foucault,1988);
  4. A ilha do dia anterior (título no Brasil) ou A Ilha do Dia Antes (título em Portugal) (L’isola del giorno prima, 1994);
  5. Baudolino (Baudolino, 2000);
  6. A misteriosa chama da rainha Loana (La misteriosa fiamma della regina Loana 2004);
  7. O Cemitério de Praga (Il cimitero di Praga), 2011
  8. O número zero (Numero zero), 2015.

O imenso universo de Umberto Eco

Umberto Eco

Dentre os autores de romances policiais, Umberto Eco provavelmente é o que tinha um maior número de habilidades e atividades, como já vimos acima.

Enquanto os demais autores dedicavam-se com total e absoluta exclusividade a escrever seus romances policiais (o que não tem nada de errado), Umberto Eco tinha um universo infinito de atuações e afazeres no mundo intelectual.

Era um pensador eclético, atuava com maestria nas mais diversas áreas do pensamento humano. Com Inteligência aguda, ousava pensar fora da caixa.

Sem dúvida nenhuma que cérebros assim, cabeças pensantes como a dele, fazem muita falta. A lacuna deixada por Umberto Eco dificilmente será preenchida. Fica-nos o vazio e a necessidade de outras personalidades do mesmo nível. Principalmente nesse mundo tão volátil,  tão cheio de coisas supérfluas e empobrecido de atividades intelectuais mais aprofundadas.

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